Eu sei que não devia escrever isto, mas tenho de o dizer
Pensemos que tudo se enganou. Pensemos que nada foi nosso e que o mundo gira ainda mais intensamente. Não demos conta... foi um erro de cálculo. Foi humano.
Acreditemos que foi já tudo pensado, dito, desdito, reacreditado, sacrificado, desgastado.
Lembremo-nos que a angústia nunca semeou jardins nem colheu flores, livres e lindas, em prados verdes, brilhantes, respolandecentes, livres.
Conservemos na mente que foi tudo bom, que o mau não perdura, que a memória não se apaga com o tempo: isso é mentira.
O tempo... o tempo não apaga nada. O tempo perserva, mantém tudo vivo, intacto.
O tempo congela-se a si mesmo e, dado que o nosso tempo nunca foi o mesmo dos outros (fomos demasiado sôfregos), estamos salvos.
Estamos salvos... nas mãos de Cronos.
Acreditemos que foi já tudo pensado, dito, desdito, reacreditado, sacrificado, desgastado.
Lembremo-nos que a angústia nunca semeou jardins nem colheu flores, livres e lindas, em prados verdes, brilhantes, respolandecentes, livres.
Conservemos na mente que foi tudo bom, que o mau não perdura, que a memória não se apaga com o tempo: isso é mentira.
O tempo... o tempo não apaga nada. O tempo perserva, mantém tudo vivo, intacto.
O tempo congela-se a si mesmo e, dado que o nosso tempo nunca foi o mesmo dos outros (fomos demasiado sôfregos), estamos salvos.
Estamos salvos... nas mãos de Cronos.